PORÇÃO DE PEDRA

PORÇÃO DE PEDRA
NOSSA SENHORA DE LOURDES

domingo, 18 de setembro de 2011

Gasolina de Sergipe é uma das mais caras

Depois de combinar uma breve trégua com o consumidor, através de grandes promoções em diversos postos, o preço da gasolina em Sergipe voltou a subir e incomodar. O valor cobrado nas bombas é hoje o terceiro mais alto entre os Estados do Nordeste e o 13ª no Brasil. O preço médio é de R$ 2,753, mas pode chegar a R$ 2,899 em alguns estabelecimentos. Esses e outros dados foram apontados numa pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada de 4 a 10 de setembro em todo o país.

Os valores cobrados pelo litro da gasolina em Sergipe ficaram atrás apenas de Paraíba e Alagoas, no Nordeste, com R$ 2,537 (a mais barata do país há três semanas consecutivas) e R$ 2,801, respectivamente. No Brasil, a média sergipana está longe do topo, ocupado por Estados da região Norte, como o Acre. Lá a população tem que desembolsar R$ 3,907 para cada litro do combustível que colocar em seu tanque, assim como em Rondônia, com preciosos R$ 2,972.
 E ser Estado produtor de petróleo não influi favoravelmente para Sergipe. A justificativa ainda paira na dinâmica do mercado, conforme aponta do presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Flávio Henrique Barros Andrade. "Existem muitas variáveis na composição do preço final ao consumidor e essa formação é livre e quem regula é o próprio mercado. Há poucas semanas estávamos oferecendo gasolina a preços como R$ 2,5 em alguns postos, mas o cenário muda constantemente", resume.

Pesquisa

Foram consultados em Sergipe 57 postos em sete municípios. O preço levantado pelo estudo em Aracaju ficou em R$ 2,754, ainda acima da média local, mas o segundo mais baixo entre eles no Estado, só perdendo para Nossa Senhora do Socorro, com R$ 2,644. Aliás, é no interior onde os proprietários de veículos pagam mais caro para abastecer com gasolina. Em Itabaiana, por exemplo, o valor médio cobrado é de R$ 2,884, seguido por Itabaianinha (R$ 2,830), Tobias Barreto (R$ 2,825), Simão Dias (R$ 2,82) e Lagarto (R$ 2,786).

A lógica do mercado se faz presente também nesse ponto. A pesquisa da ANP revela que o preço médio se eleva em cidades menores e decresce naquelas que possuem maio população, e, portanto, mais veículos e consumidores de gasolina. Nas capitais o preço médio registrado foi de R$ 2,72 e nas cidades com mais de 100 mil habitantes, de R$ 2,74. E o preço vai mais alto nos municípios com população entre 50 mil e 99.999 pessoas, R$ 2,798, e de R$ 2,82 nas que contam com menos de 50 mil moradores, o que deixa mais claro o que ocorre com os preços no interior sergipano.

Para o técnico em informática Daniel Vilanova, que costuma viajar muito a trabalho, o ato de abastecer se torna uma verdadeira pesquisa. "Costumo observar que em postos do interior o preço é mais alto, com a exceção daqueles que ficam à margem das rodovias, por conta do maior movimento", acredita. O mesmo ocorre com o taxista André Andrade, que abastece mais de uma vez por dia o carro, a depender do trajeto que faz. "Nas viagens ou na capital, onde dirijo mais, observo aqueles postos que costumam fazer mais promoções e evito abastecer naqueles mais onde os preços estão mais altos e acho que isso ajuda a baixar o preço. Sei que nem todo mundo fica atento a isso ou não tem tempo de observar, mas se mais motoristas fizessem isso ajudaria bastante", aconselha.

E a pressão do consumidor ainda é a melhor arma para reduzir o preço da gasolina nos postos de combustíveis, conforme corrobora o presidente do Sindpese. "O mercado é livre e entre as variáveis que compõem a equação do preço da gasolina é a concorrência", sinaliza Flávio Henrique. Ele explica que as condições econômicas nacionais e internacionais os impostos e os insumos são decisivos, mas que podem variar.

"Se há elevação no preço de energia isso influi no preço do combustível. O mesmo ocorre se há aumento de salários para os frentistas de postos. Mas há outros fatores, como o valor dos impostos. O ICMS sobre o etanol em Sergipe, por exemplo, é de 27%, mas em São Paulo é a metade disso e fatos dessa natureza ajudam a reduzir o custo que é repassado ao consumidor e ele deve cobrar isso a quem de direito, que é o governo. Neste sábado [dia 17] mesmo, será realizado o Feirão do Imposto, onde a sociedade poderá saber mais sobre o quanto paga em impostos nos produtos e serviços que adquire e consome. É uma forma de protestar", alerta. "Além disso, é buscar o posto que mais lhe convier, seja ela localização, o atendimento, o preço ou outra razão", complementa o presidente do Sindpese.

- João Alves tem ampla vantagem na disputa pela Prefeitura de Aracaju

Se a eleição para suceder Edvaldo Nogueira, PC do B, na Prefeitura de Aracaju tivesse sido realizada nos dias 8 e 9 de setembro, o ex-governador João Alves Filho, DEM, teria reunido condições de se eleger sem necessitar ir a um segundo turno. Essa tendência aparece em pesquisa Dataform feita com 600 eleitores da capital.

João Alves Filho se situa, na questão estimulada, com 35,5% das citações de votos, ficando numa posição bastante privilegiada frente ao segundo nome de maior densidade eleitoral na mesma pesquisa. Trata-se do deputado federal Valadares Filho, PSB, que teve 11,2% das citações. Depois deles dois, posiciona-se em terceiro lugar o deputado federal Almeida Lima, futuro PPS, com 9,2% de citações.

Sozinho, João Alves teria mais do que três vezes mais votos do que o segundo melhor colocado. Ainda sozinho, a soma de João - descontada a de Mendonça - estaria 3,9 pontos percentuais acima da de todos os demais candidatos juntos: 35,5% dele contra 31,6% do bloco. De acordo com a pesquisa Dataform, o quarto nome melhor posicionado é o do deputado federal Mendonça Prado, DEM: ele obteve 5,7% de citações.

Os dois nomes do PT usados pelo Dataform na sondagem eleitoral apresentam o seguinte desempenho: o deputado federal Rogério Carvalho, tem 3,5%, e o vice-prefeito de Aracaju, Sílvio Santos, 1,7%. Uma soma preocupante, em face de os dois representarem o partido que está no Governo do Estado, e de um deles, Sílvio, além de ser vice, estar secretário de Saúde de Aracaju.

O deputado Laércio Oliveira, do PR, tem 3% de preferência. Nilson Lima, do PPS, tem 1,5%, e o juiz aposentado José Rivaldo do Santos, PMN, 1,2%. O pré-candidato do PCB, Leonardo Dias, não pontuou. Nesta modalidade induzida, 12,3% dos eleitores disseram que votariam em branco ou anulariam. Outros 11,5% não souberam responder em quem votariam, e 3,8% se admitiram indecisos.

Se João Alves Filho lidera a opção de votos na induzida, também o faz quando a questão é a rejeição. Nada menos do que 17,7% dos entrevistados disseram que jamais votariam nele para prefeito. Índice semelhante ao de Almeida Lima, que tem a rejeição de 17,3%. Em Rogério Carvalho, 9,8% disseram que não votariam.

A seguir, vem Sílvio Santos, com 8,2% de recusa; Valadares Filho, com 7,7%; Mendonça Prado, com 4,2%; Zé Rivaldo com 3,8%; Leonardo Dias - que não teve nenhuma citação de voto - é lembrado como rejeitado por 3,5%; Nilson Lima, com 1,8%, e Laércio Oliveira, com 1,2%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

ESPONTÂNEO

Na modalidade de questionário espontâneo - aquele em que se pergunta ao eleitor em quem ele gostaria de votar para prefeito, mas não lhe oferece a lista de nomes -, a liderança permanece com João Alves Filho, do DEM. Nesse caso, 15,7% dos entrevistados disseram que votariam nele.

O atual prefeito Edvaldo Nogueira, seria a segunda opção, com 4,5%, e o governador do Estado, Marcelo Déda, a terceira, com 3%. O deputado estadual Adelson Barreto, PSB, aparece com 1%.

Nesta modalidade, 25 nomes de pessoas aparecem com entre cinco e uma citação, o que não é o suficiente para atingir 1%. Uma noção disto: para estar neste posto, Adelson Barreto foi citado seis vezes. Na modalidade espontânea, 39,5% não souberam responder quem seria seu candidato, e 13,5% anulariam ou votariam em branco.

A pesquisa Dataform foi feita sob encomenda do Departamento de Jornalismo do Cinform. Das 600 pessoas entrevistadas, 55% foram do sexo feminino e 45%, do masculino. Na formação escolar, a expressa maioria - 34% - tem ensino médio completo.

O segundo maior grupo é o do ensino fundamental incompleto, com 20,5%. Os questionários foram aplicados em 37 bairros da capital, do Treze de Julho ao Lamarão, do Atalaia ao Porto Dantas. A pesquisa e o Dataform têm coordenação do professor e sociólogo Alailson Modesto, DRT/SE 016.

Edvaldo confirma realização de concursos

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) anunciou ontem, 14, a realização de novas ações para o projeto de mobilidade urbana de Aracaju. A primeira delas consiste na abertura do novo processo seletivo para os cargos de Agente de Mobilidade Urbana e Analista de Mobilidade Urbana para as funções de engenheiro e arquiteto. Para o cargo de agente serão abertas 200 vagas, sendo necessário possuir ensino médio completo e carteira de habilitação AB. Já para o cargo de analista serão abertas cinco vagas, com o objetivo de atuar no acompanhamento, vistoria e elaboração de projetos de sinalização em vias públicas.

Para os agentes de trânsito em exercício, o prefeito tranquilizou a permanência desses profissionais em suas atuais funções. "Não iremos mexer no quantitativo de agentes que já atuam pela SMTT. A nossa intenção é complementar o quadro de 60 funcionários já existentes, oferecendo um novo efetivo que também atue no serviço de orientação e coordenação educativa dos pedestres e motoristas", explica Edvaldo.

Outra novidade anunciada por Edvaldo é a concessão de mais 125 autorizações de funcionamento para o serviço de Transporte Escolar na cidade. O processo de concessão acontecerá através de licitação, em que os interessados serão inscritos obedecendo aos critérios previamente estabelecidos por um edital ainda em fase de elaboração. 

"Ainda esse ano está previsto o lançamento do edital que conterá as especificações necessárias para que os candidatos se inscrevam. Caso o número de candidatos seja superior ao número de vagas, podemos ver a possibilidade de métodos alternativos de concessão, como o sorteio de vagas. O importante é que tudo transcorra de forma imparcial", avalia Edvaldo.

Concursos no país têm salários de R$ 630 até 21 mil

19.095 vagas de concursos em todo o Brasil.
Estão disponíveis 19.095 oportunidades e cadastro de reserva para quem quiser se tornar um servidor público. Há vagas por todo o país nas Forças Armadas, câmaras de vereadores, conselhos, governos, institutos, ministérios, polícias, prefeituras, tribunais e outros. Salários variam de R$ 630,91 a R$ 21.766,16.

O concurso que está oferecendo mais chances é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São mais de 4,2 mil oportunidades temporárias de nível médio para os cargos de de agente de pesquisas e mapeamento. Os interessados poderão se inscrever no processo seletivo até 19 de setembro, no site da organizadora, Consulplan. Os salários são de R$ 850.

Concurseiros que almejam salários altos podem concorrer a seleções como Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região (Mato Grosso). A remuneração destes é de até R$ 21.766,16. São sete vagas para promotor de Justiça adjunto em Mato Grosso e 37 oportunidades de juiz substituto para o Distrito Federal. As inscrições podem ser feitas até 20 de setembro para o MPDFT e até 11 de outubro no TRT.