Depois de combinar uma breve trégua com o consumidor, através de grandes
promoções em diversos postos, o preço da gasolina em Sergipe voltou a
subir e incomodar. O valor cobrado nas bombas é hoje o terceiro mais
alto entre os Estados do Nordeste e o 13ª no Brasil. O preço médio é de
R$ 2,753, mas pode chegar a R$ 2,899 em alguns estabelecimentos. Esses e
outros dados foram apontados numa pesquisa da Agência Nacional de
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada de 4 a 10 de
setembro em todo o país.
Os valores cobrados pelo litro da gasolina em Sergipe ficaram atrás apenas de Paraíba e Alagoas, no Nordeste, com R$ 2,537 (a mais barata do país há três semanas consecutivas) e R$ 2,801, respectivamente. No Brasil, a média sergipana está longe do topo, ocupado por Estados da região Norte, como o Acre. Lá a população tem que desembolsar R$ 3,907 para cada litro do combustível que colocar em seu tanque, assim como em Rondônia, com preciosos R$ 2,972.
E ser Estado produtor de petróleo não influi favoravelmente para Sergipe. A justificativa ainda paira na dinâmica do mercado, conforme aponta do presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Flávio Henrique Barros Andrade. "Existem muitas variáveis na composição do preço final ao consumidor e essa formação é livre e quem regula é o próprio mercado. Há poucas semanas estávamos oferecendo gasolina a preços como R$ 2,5 em alguns postos, mas o cenário muda constantemente", resume.
Pesquisa
Foram consultados em Sergipe 57 postos em sete municípios. O preço levantado pelo estudo em Aracaju ficou em R$ 2,754, ainda acima da média local, mas o segundo mais baixo entre eles no Estado, só perdendo para Nossa Senhora do Socorro, com R$ 2,644. Aliás, é no interior onde os proprietários de veículos pagam mais caro para abastecer com gasolina. Em Itabaiana, por exemplo, o valor médio cobrado é de R$ 2,884, seguido por Itabaianinha (R$ 2,830), Tobias Barreto (R$ 2,825), Simão Dias (R$ 2,82) e Lagarto (R$ 2,786).
A lógica do mercado se faz presente também nesse ponto. A pesquisa da ANP revela que o preço médio se eleva em cidades menores e decresce naquelas que possuem maio população, e, portanto, mais veículos e consumidores de gasolina. Nas capitais o preço médio registrado foi de R$ 2,72 e nas cidades com mais de 100 mil habitantes, de R$ 2,74. E o preço vai mais alto nos municípios com população entre 50 mil e 99.999 pessoas, R$ 2,798, e de R$ 2,82 nas que contam com menos de 50 mil moradores, o que deixa mais claro o que ocorre com os preços no interior sergipano.
Para o técnico em informática Daniel Vilanova, que costuma viajar muito a trabalho, o ato de abastecer se torna uma verdadeira pesquisa. "Costumo observar que em postos do interior o preço é mais alto, com a exceção daqueles que ficam à margem das rodovias, por conta do maior movimento", acredita. O mesmo ocorre com o taxista André Andrade, que abastece mais de uma vez por dia o carro, a depender do trajeto que faz. "Nas viagens ou na capital, onde dirijo mais, observo aqueles postos que costumam fazer mais promoções e evito abastecer naqueles mais onde os preços estão mais altos e acho que isso ajuda a baixar o preço. Sei que nem todo mundo fica atento a isso ou não tem tempo de observar, mas se mais motoristas fizessem isso ajudaria bastante", aconselha.
E a pressão do consumidor ainda é a melhor arma para reduzir o preço da gasolina nos postos de combustíveis, conforme corrobora o presidente do Sindpese. "O mercado é livre e entre as variáveis que compõem a equação do preço da gasolina é a concorrência", sinaliza Flávio Henrique. Ele explica que as condições econômicas nacionais e internacionais os impostos e os insumos são decisivos, mas que podem variar.
"Se há elevação no preço de energia isso influi no preço do combustível. O mesmo ocorre se há aumento de salários para os frentistas de postos. Mas há outros fatores, como o valor dos impostos. O ICMS sobre o etanol em Sergipe, por exemplo, é de 27%, mas em São Paulo é a metade disso e fatos dessa natureza ajudam a reduzir o custo que é repassado ao consumidor e ele deve cobrar isso a quem de direito, que é o governo. Neste sábado [dia 17] mesmo, será realizado o Feirão do Imposto, onde a sociedade poderá saber mais sobre o quanto paga em impostos nos produtos e serviços que adquire e consome. É uma forma de protestar", alerta. "Além disso, é buscar o posto que mais lhe convier, seja ela localização, o atendimento, o preço ou outra razão", complementa o presidente do Sindpese.
Os valores cobrados pelo litro da gasolina em Sergipe ficaram atrás apenas de Paraíba e Alagoas, no Nordeste, com R$ 2,537 (a mais barata do país há três semanas consecutivas) e R$ 2,801, respectivamente. No Brasil, a média sergipana está longe do topo, ocupado por Estados da região Norte, como o Acre. Lá a população tem que desembolsar R$ 3,907 para cada litro do combustível que colocar em seu tanque, assim como em Rondônia, com preciosos R$ 2,972.
E ser Estado produtor de petróleo não influi favoravelmente para Sergipe. A justificativa ainda paira na dinâmica do mercado, conforme aponta do presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Flávio Henrique Barros Andrade. "Existem muitas variáveis na composição do preço final ao consumidor e essa formação é livre e quem regula é o próprio mercado. Há poucas semanas estávamos oferecendo gasolina a preços como R$ 2,5 em alguns postos, mas o cenário muda constantemente", resume.
Pesquisa
Foram consultados em Sergipe 57 postos em sete municípios. O preço levantado pelo estudo em Aracaju ficou em R$ 2,754, ainda acima da média local, mas o segundo mais baixo entre eles no Estado, só perdendo para Nossa Senhora do Socorro, com R$ 2,644. Aliás, é no interior onde os proprietários de veículos pagam mais caro para abastecer com gasolina. Em Itabaiana, por exemplo, o valor médio cobrado é de R$ 2,884, seguido por Itabaianinha (R$ 2,830), Tobias Barreto (R$ 2,825), Simão Dias (R$ 2,82) e Lagarto (R$ 2,786).
A lógica do mercado se faz presente também nesse ponto. A pesquisa da ANP revela que o preço médio se eleva em cidades menores e decresce naquelas que possuem maio população, e, portanto, mais veículos e consumidores de gasolina. Nas capitais o preço médio registrado foi de R$ 2,72 e nas cidades com mais de 100 mil habitantes, de R$ 2,74. E o preço vai mais alto nos municípios com população entre 50 mil e 99.999 pessoas, R$ 2,798, e de R$ 2,82 nas que contam com menos de 50 mil moradores, o que deixa mais claro o que ocorre com os preços no interior sergipano.
Para o técnico em informática Daniel Vilanova, que costuma viajar muito a trabalho, o ato de abastecer se torna uma verdadeira pesquisa. "Costumo observar que em postos do interior o preço é mais alto, com a exceção daqueles que ficam à margem das rodovias, por conta do maior movimento", acredita. O mesmo ocorre com o taxista André Andrade, que abastece mais de uma vez por dia o carro, a depender do trajeto que faz. "Nas viagens ou na capital, onde dirijo mais, observo aqueles postos que costumam fazer mais promoções e evito abastecer naqueles mais onde os preços estão mais altos e acho que isso ajuda a baixar o preço. Sei que nem todo mundo fica atento a isso ou não tem tempo de observar, mas se mais motoristas fizessem isso ajudaria bastante", aconselha.
E a pressão do consumidor ainda é a melhor arma para reduzir o preço da gasolina nos postos de combustíveis, conforme corrobora o presidente do Sindpese. "O mercado é livre e entre as variáveis que compõem a equação do preço da gasolina é a concorrência", sinaliza Flávio Henrique. Ele explica que as condições econômicas nacionais e internacionais os impostos e os insumos são decisivos, mas que podem variar.
"Se há elevação no preço de energia isso influi no preço do combustível. O mesmo ocorre se há aumento de salários para os frentistas de postos. Mas há outros fatores, como o valor dos impostos. O ICMS sobre o etanol em Sergipe, por exemplo, é de 27%, mas em São Paulo é a metade disso e fatos dessa natureza ajudam a reduzir o custo que é repassado ao consumidor e ele deve cobrar isso a quem de direito, que é o governo. Neste sábado [dia 17] mesmo, será realizado o Feirão do Imposto, onde a sociedade poderá saber mais sobre o quanto paga em impostos nos produtos e serviços que adquire e consome. É uma forma de protestar", alerta. "Além disso, é buscar o posto que mais lhe convier, seja ela localização, o atendimento, o preço ou outra razão", complementa o presidente do Sindpese.
