PORÇÃO DE PEDRA

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NOSSA SENHORA DE LOURDES

domingo, 18 de setembro de 2011

- João Alves tem ampla vantagem na disputa pela Prefeitura de Aracaju

Se a eleição para suceder Edvaldo Nogueira, PC do B, na Prefeitura de Aracaju tivesse sido realizada nos dias 8 e 9 de setembro, o ex-governador João Alves Filho, DEM, teria reunido condições de se eleger sem necessitar ir a um segundo turno. Essa tendência aparece em pesquisa Dataform feita com 600 eleitores da capital.

João Alves Filho se situa, na questão estimulada, com 35,5% das citações de votos, ficando numa posição bastante privilegiada frente ao segundo nome de maior densidade eleitoral na mesma pesquisa. Trata-se do deputado federal Valadares Filho, PSB, que teve 11,2% das citações. Depois deles dois, posiciona-se em terceiro lugar o deputado federal Almeida Lima, futuro PPS, com 9,2% de citações.

Sozinho, João Alves teria mais do que três vezes mais votos do que o segundo melhor colocado. Ainda sozinho, a soma de João - descontada a de Mendonça - estaria 3,9 pontos percentuais acima da de todos os demais candidatos juntos: 35,5% dele contra 31,6% do bloco. De acordo com a pesquisa Dataform, o quarto nome melhor posicionado é o do deputado federal Mendonça Prado, DEM: ele obteve 5,7% de citações.

Os dois nomes do PT usados pelo Dataform na sondagem eleitoral apresentam o seguinte desempenho: o deputado federal Rogério Carvalho, tem 3,5%, e o vice-prefeito de Aracaju, Sílvio Santos, 1,7%. Uma soma preocupante, em face de os dois representarem o partido que está no Governo do Estado, e de um deles, Sílvio, além de ser vice, estar secretário de Saúde de Aracaju.

O deputado Laércio Oliveira, do PR, tem 3% de preferência. Nilson Lima, do PPS, tem 1,5%, e o juiz aposentado José Rivaldo do Santos, PMN, 1,2%. O pré-candidato do PCB, Leonardo Dias, não pontuou. Nesta modalidade induzida, 12,3% dos eleitores disseram que votariam em branco ou anulariam. Outros 11,5% não souberam responder em quem votariam, e 3,8% se admitiram indecisos.

Se João Alves Filho lidera a opção de votos na induzida, também o faz quando a questão é a rejeição. Nada menos do que 17,7% dos entrevistados disseram que jamais votariam nele para prefeito. Índice semelhante ao de Almeida Lima, que tem a rejeição de 17,3%. Em Rogério Carvalho, 9,8% disseram que não votariam.

A seguir, vem Sílvio Santos, com 8,2% de recusa; Valadares Filho, com 7,7%; Mendonça Prado, com 4,2%; Zé Rivaldo com 3,8%; Leonardo Dias - que não teve nenhuma citação de voto - é lembrado como rejeitado por 3,5%; Nilson Lima, com 1,8%, e Laércio Oliveira, com 1,2%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

ESPONTÂNEO

Na modalidade de questionário espontâneo - aquele em que se pergunta ao eleitor em quem ele gostaria de votar para prefeito, mas não lhe oferece a lista de nomes -, a liderança permanece com João Alves Filho, do DEM. Nesse caso, 15,7% dos entrevistados disseram que votariam nele.

O atual prefeito Edvaldo Nogueira, seria a segunda opção, com 4,5%, e o governador do Estado, Marcelo Déda, a terceira, com 3%. O deputado estadual Adelson Barreto, PSB, aparece com 1%.

Nesta modalidade, 25 nomes de pessoas aparecem com entre cinco e uma citação, o que não é o suficiente para atingir 1%. Uma noção disto: para estar neste posto, Adelson Barreto foi citado seis vezes. Na modalidade espontânea, 39,5% não souberam responder quem seria seu candidato, e 13,5% anulariam ou votariam em branco.

A pesquisa Dataform foi feita sob encomenda do Departamento de Jornalismo do Cinform. Das 600 pessoas entrevistadas, 55% foram do sexo feminino e 45%, do masculino. Na formação escolar, a expressa maioria - 34% - tem ensino médio completo.

O segundo maior grupo é o do ensino fundamental incompleto, com 20,5%. Os questionários foram aplicados em 37 bairros da capital, do Treze de Julho ao Lamarão, do Atalaia ao Porto Dantas. A pesquisa e o Dataform têm coordenação do professor e sociólogo Alailson Modesto, DRT/SE 016.

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