A presidente Dilma Rousseff telefonou ontem, 21, para o governador de Sergipe, Marcelo Déda, e disse estar otimista com a reunião que teve com a cúpula da Vale e da Petrobrás. "Ela disse que a conversa foi muito boa. Há detalhes de ordem comercial e técnica a resolver, mas ela acha que vai sair", disse o governador. Segundo matéria publicada no Estadão, assinada pelo jornalista Lu Aiko Otta, as duas empresas se comprometeram a solucionar as pendências num prazo de 30 a 40 dias. O valor do empreendimento depende do tamanho da área a ser explorada.
Incomodada com a dependência do País em relação aos fertilizantes importados, a presidente Dilma Rousseff decidiu interferir numa negociação entre a Vale e a Petrobrás que estava travada há pelo menos três anos, para garantir a exploração de uma mina de potássio em Sergipe.
Fontes ligadas às negociações mencionam cifras entre US$ 1,8 bilhão e US$ 4 bilhões. A precificação das jazidas, que pertencem à Petrobrás, é justamente um dos pontos ainda não acertados. Outro ponto de negociação delicado é o estabelecimento de um cronograma para que a Vale explore as reservas. É queixa frequente do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o fato de as empresas donas das licenças de exploração ficarem "sentadas em cima" delas, sem produzir.
Se sair do papel, o empreendimento será o maior investimento privado já recebido por Sergipe. "O projeto é vital para o Estado", afirmou Déda. "Ele será a âncora para a consolidação da cadeia produtiva de fertilizantes."
Batalhando há três anos para viabilizar o empreendimento, o governador disse que teve tantas reuniões técnicas que se sente qualificado a dar palestras sobre o assunto. "Acho que posso receber um título de doutor honoris causa em geologia", brincou. Ele tem uma garrafa de champanhe reservada para quando o negócio sair. Ontem, a comemoração seria mais modesta. "Vou abrir uma cerveja."
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